terça-feira, 2 de março de 2010

Carta de Pedro a Inês


D. Pedro I de Portugal
Lisboa



D. Inês de Castro
Margens do Mondego


Lisboa, 26 Janeiro 1358

Por motivos do meu pensamento e apreciando o rio Mondego, tomo a liberdade de te redigir esta carta, expressando o meu amor por uma donzela que ainda não me pertence.
Por mais distância e contratempos que tenhamos sofrido, não desistirei da ideia de te ter um dia em meus braços, por isso mesmo decidi lutar contra tudo e todos pedindo também a tua magnífica e esperada presença no local habitual, da conhecida Quinta das Lágrimas.

Esperarei por ti amanhã ao amanhecer.

No entanto tenho de pedir-te, minha donzela, em nome de meu pai D.Afonso IV e do povo que tanto te condena, as minhas sinceras desculpas.

Não tendo mais a dizer-te, termino esta carta pedindo-te também, e por último, que não permitas que ela chegue às mãos de ninguém.


Ansiando o teu regresso, Teu Pedro.

Poema " Pedro e Inês "


Pedra sobre pedra
Ergueu-se um grande forte ...
Forte o amor de Inês por Pedro
Amor esse que nem acabou com a morte.

Seu assassinato foi ao Rei incutido
Pelo povo com grande descontentamento
Com receio do domínio castelhano,
Com receio de serem governados pelo seu pensamento.

Pedro nunca se resignou
Atentar contra algo tão forte...
Amor sempre que durou ,
Amor que nunca perdeu o Norte.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Acróstico: PEDRO e INÊS


Portugal, nobre reino
E Inês castelhana
Desprezada pelo povo

Rainha depois da vida,
Ousada, Pedro a consagrou

E assim

Inês de Castro reinou
Nas doces águas cristalinas
E então seu coração
Silenciosamente descansou.